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Crítica: The Crown

novembro 21, 2016

thecrown_keyart_us.jpgThe Crown foca na Rainha Elizabeth II como uma recém-casada de 25 anos que enfrenta a assustadora perspectiva de liderar a monarquia mais famosa do mundo enquanto molda um relacionamento com o legendário primeiro-ministro, Sir Winston Churchill. O Império Britânico está em declínio, o mundo político está em desordem, e uma jovem assume o trono… o amanhecer de uma nova era. Os roteiros magistralmente pesquisados de Peter Morgan revelam a jornada privada da Rainha por trás da fachada pública com ousada franqueza. Prepare-se para ser bem-vindo ao cobiçado mundo de poder e privilégio por trás das portas trancadas de Westminster e do Palácio de Buckingham… os líderes do Império aguardam (Netflix.)

  Olá, queridos. Comecei The Crown assim que saiu, esperando uma mistura de Downton Abbey — que, lá no fundo, você acha monotóno mas não consegue parar — com Escândalos Reais. Se foi tudo o que eu esperava? Sim. Se foi só isso? Não. Por exemplo, não cabe a mim julgar a realidade na qual eu não vivo, mas rolou um choque cultural.

Parte #1: segundo a avó da rainha, também-Rainha Mary (que me lembrou um pouquinho Dowager Countess Violet, de Downton Abbey), “A monarquia é a missão sagrada de Deus para agraciar e dignificar a terra, dar às pessoas comuns um ideal a ser alcançado, um exemplo de nobreza e dever para elevá-los nas suas vidas infelizes.”

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     Parte #2: rainha do United freaking Kingdom só sabia a Constituição do país. E, segundo a Rainha-Mãe, essa é a única educação que importa.

Embora o Absolutismo seja um negócio tensíssimo, a Monarquia Parlamentarista é, na verdade, um sistema de governo bem interessante (se você tiver dinheiro pra bancar, claro.) O conflito monarca vs. pessoa também é interessantíssimo. Por um lado, como escreveu John Green em Cidades de Papel, “que coisa traçoeira é acreditar que uma pessoa é mais do que uma pessoa.” Mas, por outro, ninguém quer um ser humano falho como líder, todo mundo quer uma personificação de ideais.

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Parte #3: o tratamento dado a divorciados, e ao Duque de Edimburgo (marido da rainha.)

A Família Real e a Igreja Anglicana não queriam que a irmã mais nova da rainha, Margaret (bastante personalidade, uma das melhores personagens), casasse com o homem que ela amava porque ele era divorciado, mesmo com a opinião pública a favor dels. Além do tio da rainha, que abdicou do trono e foi exilado para casar com uma americana divorciada. Quanto à Philip, ninguém gostava dele porque a monarquia na Grécia havia caído. 

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Tá bom, então.

      Parte #4: “os britânicos levaram civilização à África que, anteriormente, só tinha selvagens.”

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Sobre Philip perguntando ao chefe de uma tribo “onde ele havia comprado aquele chapéu.”

Doeu, de verdade, ver os africanos acenando para Elizabeth e Philip como se ela fosse, bom, a rainha deles.

Mudando de assunto… foi bem interessante a maneira como o seriado tratou o conflito de Philip por ele ter tido de desistir da carreira e não ter podido passar o sobrenome para os filhos, uma vez que ele talvez fosse o único homem do Reino Unido nessa posição. 

      Winston Churchill (ele que me perdoe, mas o ator do seriado era fofíssismo, assim como a intérprete de Lady Churchill). Não deu pra não simpatizar com o conflito dele: envelhecer mas não querer de jeito nenhum parar de fazer o que sempre fez, mesmo com todo mundo aconselhando o contrário.

Recomendo? Rapaz… a atuação do elenco, os cenários, é tudo topíssimo. Se você gostar de dramas em geral — históricos, principalmente —, sim.

Classificação: ★★★★

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