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Crítica: The Crown

novembro 21, 2016

thecrown_keyart_us.jpgThe Crown foca na Rainha Elizabeth II como uma recém-casada de 25 anos que enfrenta a assustadora perspectiva de liderar a monarquia mais famosa do mundo enquanto molda um relacionamento com o legendário primeiro-ministro, Sir Winston Churchill. O Império Britânico está em declínio, o mundo político está em desordem, e uma jovem assume o trono… o amanhecer de uma nova era. Os roteiros magistralmente pesquisados de Peter Morgan revelam a jornada privada da Rainha por trás da fachada pública com ousada franqueza. Prepare-se para ser bem-vindo ao cobiçado mundo de poder e privilégio por trás das portas trancadas de Westminster e do Palácio de Buckingham… os líderes do Império aguardam (Netflix.)

  Olá, queridos. Comecei The Crown assim que saiu, esperando uma mistura de Downton Abbey — que, lá no fundo, você acha monotóno mas não consegue parar — com Escândalos Reais. Se foi tudo o que eu esperava? Sim. Se foi só isso? Não. Por exemplo, não cabe a mim julgar a realidade na qual eu não vivo, mas rolou um choque cultural.

Parte #1: segundo a avó da rainha, também-Rainha Mary (que me lembrou um pouquinho Dowager Countess Violet, de Downton Abbey), “A monarquia é a missão sagrada de Deus para agraciar e dignificar a terra, dar às pessoas comuns um ideal a ser alcançado, um exemplo de nobreza e dever para elevá-los nas suas vidas infelizes.”

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     Parte #2: rainha do United freaking Kingdom só sabia a Constituição do país. E, segundo a Rainha-Mãe, essa é a única educação que importa.

Embora o Absolutismo seja um negócio tensíssimo, a Monarquia Parlamentarista é, na verdade, um sistema de governo bem interessante (se você tiver dinheiro pra bancar, claro.) O conflito monarca vs. pessoa também é interessantíssimo. Por um lado, como escreveu John Green em Cidades de Papel, “que coisa traçoeira é acreditar que uma pessoa é mais do que uma pessoa.” Mas, por outro, ninguém quer um ser humano falho como líder, todo mundo quer uma personificação de ideais.

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Parte #3: o tratamento dado a divorciados, e ao Duque de Edimburgo (marido da rainha.)

A Família Real e a Igreja Anglicana não queriam que a irmã mais nova da rainha, Margaret (bastante personalidade, uma das melhores personagens), casasse com o homem que ela amava porque ele era divorciado, mesmo com a opinião pública a favor dels. Além do tio da rainha, que abdicou do trono e foi exilado para casar com uma americana divorciada. Quanto à Philip, ninguém gostava dele porque a monarquia na Grécia havia caído. 

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Tá bom, então.

      Parte #4: “os britânicos levaram civilização à África que, anteriormente, só tinha selvagens.”

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Sobre Philip perguntando ao chefe de uma tribo “onde ele havia comprado aquele chapéu.”

Doeu, de verdade, ver os africanos acenando para Elizabeth e Philip como se ela fosse, bom, a rainha deles.

Mudando de assunto… foi bem interessante a maneira como o seriado tratou o conflito de Philip por ele ter tido de desistir da carreira e não ter podido passar o sobrenome para os filhos, uma vez que ele talvez fosse o único homem do Reino Unido nessa posição. 

      Winston Churchill (ele que me perdoe, mas o ator do seriado era fofíssismo, assim como a intérprete de Lady Churchill). Não deu pra não simpatizar com o conflito dele: envelhecer mas não querer de jeito nenhum parar de fazer o que sempre fez, mesmo com todo mundo aconselhando o contrário.

Recomendo? Rapaz… a atuação do elenco, os cenários, é tudo topíssimo. Se você gostar de dramas em geral — históricos, principalmente —, sim.

Classificação: ★★★★

Você assistiu? Me conte o que achou. 

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Superando a bad em 10 passos

outubro 9, 2016

Antes de mais nada, não há nada de errado em você se encontrar nesse estado. Pode até ser que haja pessoas com problemas mais sérios do que o seu, mas isso não quer dizer que os seus problemas não são importantes, ou que você é fraca ou que sua reação não é válida. Você é simplesmente um ser humaninho. As pessoas são diferentes. Estamos entendidas?

Muito bem. Vejam bem, as coisas do ❤ são muito mais inexatas do que obras de arte surrealistas, então não existe uma fórmula mágica para sair da Bad, permitam-me, então dar algumas dicas.

1. Curta a Bad um pouquinho.

Enterrar seja lá o que causou a Bad (chamaremos de O Motivo) pode ser uma solução à curto prazo mas tudo que vai volta. O Motivo pode nem ser mais tão importante assim, mas todas as reflexões que você deveria ter feito e todos aqueles feelings (traduzindo: sentimentos) dos quais você conseguiu se distrair voltam e com juros. Então, acabe com isso de uma vez só.

Bateu a bad? Calminha, tudo passa, até a uva passa. Você pode lidar e ainda aprender com ela.

2. Chore.

Sincera e honestamente, não é que eu não goste de chorar, é que sou um pouco seletiva com meus choros (“isso não vale a pena”, “aquilo vale.”) No final das contas, é só orgulho mesmo. O que não vale a pena é o bolo entalado na garganta. Então arrume um lugarzinho onde ninguém consiga te achar e se acabe — chore pelo que você quiser, não seja tão critica quanto ao que é um bom motivo ou não. Se quiser, depois, corra para a pia mais próxima ou ponha uns óculos escuros ou passe maquiagem por cima. O que importa é que você provavelmente estará sentindo-se mais leve.

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3. Você tem uma playlist de emergência? Se sim, ouça-a. Se não, sem problemas.

Escolha seja lá o que te faça se sentir melhor (do que você precisa agora? Se distrair? Se animar? Que alguém cante para você tudinho que está no seu ❤? Ou te conforte?), deixe a música te levar (dance, ou cante alto no chuveiro ou baixinho no busão), e ouça quantas vezes você estiver a fim.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=videoseries?list=PLLvSJl9hN-_7GaDyroRjjeXsj4jeyOWz1]

em caso de o Motivo ter nome e sobrenome…

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=videoseries?list=PLLvSJl9hN-_7yf0ZLXAZ-Yx5I4SeGZ0eV]

4. Extravase.

Cuidado, pelamordeDeus. Se você puder, grite e abafe com uma almofada, rasgue papel, se sacuda, pule e se bata nas paredes, etc. Contudo, entretanto, todavia, se você quebrar alguma coisa de valor (financeiro ou sentimental), machucar-se ou machucar alguém, você vai acabar com outro problema, então… certifique-se de que seja lá o que você faça seja seguro. 

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5. Dê um trato no visual.

Tome um banho (sempre bom) (quente ou frio, dependendo da sua preferência) e vista uam roupa confortável. Depois, cuide do seu corpitcho como você achar melhor (seja indo ao salão de beleza, ou só lavando os cabelos em casa, ou fazendo exercícios físicos ou adotando, nem que seja por um dia, uma alimentação mais saudável.)

Bateu a bad? Calminha, tudo passa, até a uva passa. Você pode lidar e ainda aprender com ela.

6. Divirta-se. 

Saia da rotina – ela tem de ser o melhor para você, não o contrário. Faça algo que você sempre quis fazer mas nunca teve tempo ou disposição. Faça algo do qual você sente falta por causa da correria nossa de cada dia. Ou até continue na sua rotina, só dê um up nela.

Bateu a bad? Calminha, tudo passa, até a uva passa. Você pode lidar e ainda aprender com ela.
Se divertir não é difícil.

7. Converse com alguém.

Nem que seja só para desabafar em vez de também pedir conselhos. Ou sequer toque no assunto, só chame seus best friends (traduzindo: melhores amigos) ou o love e dê uma fugida de seja lá o que estiver por trás da sua Bad.

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8. Escreva.

Se abrir o jogo não for uma opção, papel ou documentos do Word não julgam. Escreva tudo que você está sentindo, fale de todo mundo, fale de você, largue tu-di-nho. Depois, guarde ou delete ou queime de maneira dramática como se lá se fossem todas as energias negativas. Se você não souber o Motivo (rola dessas no terceiro ano. O Motivo é todos os Motivos), escrever pode te ajudar a descobri-lo.

Bateu a bad? Calminha, tudo passa, até a uva passa. Você pode lidar e ainda aprender com ela.

9. Perdoe-se. 

Benzinho, você tem de perdoar a você mesma pela sua parcela de culpa no Motivo (mesmo que, caso haja algum envolvido, ele(a) não tenha te perdoado ainda). Não é esquecer, é tirar o máximo de aprendizado possível desse erro e seguir em frente, não ficar remoendo ou se maldizendo ou resumir sua existência inteira a alguns erros. Você vai se perdoar um dia, mas é melhor que esse dia chegue o quanto antes.

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Os piores erros são os dos quais você nunca aprende.

10. E por fim… reaja. 

É o seguinte:a Bad é inevitável mas temporária. Um dia, assim como quem não quer nada, você vai ter de se desconectar do Netflix e sair de casa de novo, e talvez outra Bad te dê o bote um tempo depois mas a vida é assim, não dá para você parar ou se imaginar indo embora para Pasárgada o tempo todo. Pense um pouquinho: será mesmo que o seu problema não tem uma solução ou uma maneira de minimizar os danos? (Exemplo: se o Motivo tiver nome mesmo que você não saiba o sobrenome, pesquise no Google “população mundial” e pergunte-se qual você prefere? Ouvir Lana Del Rey olhando para as estrelas ou dar uma olhadinha em alguns dos 7 bilhões de ser humaninhos por aí?)

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Como vocês saem da bad? Elas acontecem muito? Se esse post te deu uma ajudinha e/ou se você gostou, curta e compartilhe para ele ajudar mais ser humaninhos.

*Imagem do StockSnap.io

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Como aprender com os seus erros se você se deu mal na prova

outubro 2, 2016

Interprete o poema…. as fases assexuada e sexuada das angiospermas… π³ . R (ax + b) + 3 + 2i…

Se deu mal na prova? Nada de pânico. Você ainda pode com seus erros e dar a volta por cima.
Você parece o meu próximo erro. (giphy.com)

Galera, é impossível viver sem cometer erros, ainda mais no Ensino Médio. Contudo, entretanto, todavia isso não é necessariamente ruim. Euzinha, no fim das contas, posso até aprender de verdade um conteúdo, mas na hora H, lembro primeiro das questões que errei e aprendi como se resolvia para nunca mais errar de novo.

      E, como eu disse, é quase impossível fechar todas as avaliações/atividades da alfabetização ao terceiro ano, então, mesmo que você se culpe (o que, ao invés de adiantar alguma coisa, só vai te estressar), não passe muito tempo se lamentando. Ainda há as finais e, sim, o vestibular do ano que vem (que não é um bicho de 7 cabeças/sentença de morte/a prova de que você nunca vai ser nada na vida como dizem por aí.)

  1. Se você não estiver correndo contra o tempo, durma no assunto.

No sentido conotativo da expressão — ou seja, espere um pouquinho para rever a(s) questão(ões). Depois da aula é outro momento, agora você ainda acha que a alternativa errada é a certa ou que C de Certo e D de Deus são os melhores chutesDê um tempinho (inho mesmo) para você esfriar a cabeça em vez de corrigir suas respostas com pressa.

Se deu mal na prova? Nada de pânico. Você ainda pode com seus erros e dar a volta por cima.
O sentido denotativo. (giphy.com)

2. Por que você errou? 

Releia a questão toda (o enunciado, as alternativas caso seja uma prova fechada, e a sua resposta). Se você perceber o erro à primeira vista e ele tenha sido simplesmente falta de atenção (acontece), revise as questões da próxima vez. Se você não souber ou não tiver certeza de qual tenha sido o erro mesmo depois de reler 3768 vezes e tentar resolver por um monte de ângulos diferentes, está na hora de chamar os reforços.

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Talvez eu tenha cometido um erro terrível. (tenor.co)

 3. Tire as dúvidas com seu(sua) professor(a).

Só não espere passar duas semanas e outra prova para tirar suas dúvidas. De prefêrencia, faça isso assim que possível, da próxima vez que você tiver aula com ela(e), ou o caderno de questões estiver na sua mão e você encontrá-la(o) no corredor, ou (sem vergonha) se ela(e) estiver na sala dos professores.

Se deu mal na prova? Nada de pânico. Você ainda pode com seus erros e dar a volta por cima.
Vamos, façam perguntas. Isso é tão estranho. (futurerising.com)

4. Refaça a questão.

Agora que você já sabe porque errou, dessa vez tente acertar (se não, nem tudo está perdido. Continue lendo esse post). De preferência, espere mais um tempinho para certificar-se de que você aprendeu mesmo. Mas assim, não se engane: se você se lembrar da alternativa certa, não a marque e dê a questão como resolvida até que você saiba porque ela está certa.

Se deu mal na prova? Nada de pânico. Você ainda pode com seus erros e dar a volta por cima.
Faça de novo. Mais uma vez. Por favor. (nbcthevoice.tumblr.com)

5. Pesquise a resolução e estude-a.

Se você tiver um tempinho de sobra/não tiver conseguido resolver a questão de jeito nenhum, pesquise na Internet ou no grupo da sala do WhatsApp ou pessoalmente entre seus coleguinhas (se for uma questão de exatas, de preferência, estude mais de uma resolução, tanto no caso de você não entender direito, quanto para você ter mais uma carta na manga). Estude-a — a menos que ela seja bem simplesinha, não dê uma olhada rápida e pronto, certifique-se de que você entendeu cada etapa. 

Se deu mal na prova? Nada de pânico. Você ainda pode com seus erros e dar a volta por cima.
(makeagif.com)

6. Dê a volta por cima.

O seu erro teve a ver com a questão em si ou com o conteúdo? Se você havia aprendido o conteúdo, mas a questão era, como dizem por aí, barril, pergunte ao seu(ua) prófi qual era o nível (fácil, médio, difícil) e o modelo (FUVEST, ENEM, etc.) da questão e resolva outras tanto parecidas quanto piores. Se foi o conteúdo que te pegou, revise-o tirando dúvidas com seus coleguinhas e prófis, pela Internet ou pelo seu módulo. É de suma importância que você não erre a mesma coisa na próxima prova. Se for para errar, cometa um erro novo que venha com uma nova lição.

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Nunca cometa o mesmo erro 2 vezes. (reddit.com)

Vocês corrigem as questões erradas ou deixam pra lá? Se esse post te deu uma ajudinha e/ou se você gostou, curta e compartilhe para ele ajudar mais ser humaninhos.

*Imagem do Unsplash

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Como selecionar argumentos para a redação

setembro 25, 2016

Senhoritas e senhoritos. Agora que vocês já tem os argumentos, vejamos o que é que vocês farão com eles. (In)felizmente, não tem lugar para todo mundo, então, como diz uma regra básica da escrita de ficção, kill your darlings (em português não-literal: desapaixone-se do seu texto.)  

     Eu sei. Eu sei… é aquela citação, aquela informaçãozinha que ninguém mais deve saber, aquela frase que my God (em português: meu Deus) será que fui eu mesma que escrevie tudo isso cai como uma luva… para outra redação. Nada de chororô, benzinhos. De NADA adianta argumento se for mais te atrapalhar do que te ajudar (lembrente: fugir do tema é passível do desconto de muitos pontos e, dependendo do grau, de zero.) Na verdade, não dá para comparar argumentos de redações diferentes, então escolha o melhor argumento para a sua redação. 

Que tipo de argumentos fazem uma boa redação? Veja como selecioná-los.
Não é você. Sou eu. Mas é principalmente você. (smosh.com

Então, antes de incluir um certo argumento na sua redação, pergunte-se: 

  1. Faz sentido? 

Dã. Mas é claro. Se não eu teria escolhido outro, né? Parece óbvio, sim, mas só parece. O(a) corretor(a) não lê seus pensamentos, não sabe sua história de vida nem no que você acredita. Certifique-se de que, antes de mais nada, os argumentos tenham pé, cabeça e mais um pouquinho (nada de achismos), e de que o que você escreveu seja exatamente o que você quis dizer.  

De que tipo de argumentos é feita uma boa redação? Veja como selecioná-los.
Com todo respeito, isso não faz muito sentido… (giphy.com)

 

2. Foge ao tema?

Benzinhos. TODO CUIDADO É POUCO com esse pequenino grandinho aspecto. Certifique-se de que o argumento (na verdade, a redação inteira), não só tem a ver, mas tá dentro do que exatamente o vestibular quer de você (por exemplo, no ENEM de 2013, não pediram para você escrever sobre a Lei Seca e sim sobre os efeitos dela, especificamente.)

De que tipo de argumentos é feita uma boa redação? Veja como selecioná-los.
(tenor.co)

3. Precisa mesmo? Se não, vale a pena?

Se vocês são como eu e detestam loose ends (em português não-literal: ideias inacabadas e/ou soltas),  confudem clareza com aprofundamento, os quais não necessariamente tão relacionados; e/ou querem usar 278 argumentos em 30 linhas. Contudo, entretanto, todavia, é melhor você ter 2 argumentos bem-desenvolvidos do que 5 superficiais (que nem seu(s) mozão(ões): qualidade acima de quantidade.) Vale mesmo a pena incluir aquela informaçãozinha a mais? Dá para resumi-la amarrando tudinho no final?

De que tipo de argumentos é feita uma boa redação? Veja como selecioná-los.
Sem arrependimentos. (tenor.co)

 

4. É adequado para o gênero no qual você está escrevendo?

Os gêneros textuais podem ser parecidos (exemplos: reportagens e notícias) mas também podem ser totalmente diferentes na estrutura, no vocabulário, na maneira como o tema é abordado. Imagine só: dados estatísticos numa crônica, poesia num relatório e um relato em primeira pessoa numa dissertação-argumentativa. Use seu instinto de leitor e dê uma pesquisada básica no que faz cada gênero único (sugestão de resuminho.)

De que tipo de argumentos é feita uma boa redação? Veja como selecioná-los.
Encontre o elemento estranho. (lockerdome.com)

5. É complexo demais?

De nada adianta você levar linhas e mais linhas explicando um argumento em vez de sustentando-o, ou usá-lo só para que seu texto pareça (só pareça mesmo) um daqueles textos levemente complicadinhos que citam três filósofos ao mesmo tempo e cujo(a) autor(a) aparentemente tomou sopa de letrinhas demais. Provavelmente você vai acabar confundindo em vez de impressionando o(a) corretor(a). O mesmo vale para o vocabulário: particularidade vale tanto quanto, senão mais, do que idiossincrasia.

De que tipo de argumentos é feita uma boa redação? Veja como selecioná-los.
Informação demais! (imgflip.com)

6. Você consegue dar conta dele?

Gente, não há vergonha nenhuma em você não ter repertório ou escreva bem o suficiente para desenvolver um certo argumento. Acontece e você não é obrigada a ser a reencarnação de Clarice Lispector. Só use um argumento se você souber que consegue desenvolvê-lo, sustenta-lo e conclui-lo. Por exemplo, fazer uma retrospectiva histórica só é uma boa quando você sabe exatamente do que tá falando.

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Resolvido. (giphy.com)

 

7. Ele dá um up no seu texto?

Não é que você não possa usar argumentos convencionais (o que são argumentos convencionais? Bom, o que todo mundo com certeza vai falar sobre aquele tema), mas por que não bolar uma proposta de intervenção que envolva toda a sociedade ou cada uma das pessoas em vez de tipicamente deixar tudo para cima do governo? Eu sei que, dependendo do tema, não é tão fácil ver a situação por outro ângulo; por isso, vale a pena pesquisar não só um pouquinho mais bem como diferentes pontos de vista sobre um mesmo tema (onde? Como? Dê uma lida no post passado.) Só cuidado para não se desviar demais da proposta de redação.

De que tipo de argumentos é feita uma boa redação? Veja como selecioná-los.
Jaqueta = seu argumento. Ser-humaninho fashion = sua redação. (thegloss.com)

8. Ele segue a linha de raciocínio do seu texto?

Se o seu segundo argumento não tiver ligação direta com o primeiro (exemplo: causa e consequência), certifique-se de que você concluiu o primeiro e só então comece a escrever sobre outra coisa. Além disso, mantenha seu ponto de vista. Isso não quer dizer que você não possa apresentar os 2 lados da moeda (contudo, entretanto, todavia se a proposta de redação pedir o seu posicionamento, no fim das contas, você tem de escolher um lado), e sim que você não pode mudar de lado do nada (exemplo: defender, no D2 (2º desenvolvimento), a regulamentação da publicidade infantil mas no D1, você tinha defendido que a responsabilidade é apenas da família.)

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Preocupo-me com o que vem depois. (rebloggy.com)

9. É seu mesmo? 

Sem mais delongas, nada de Ctrl C + Ctrl V. Não é que você não possa concordar com um argumento de outra pessoa e usá-lo na sua redação a partir das suas reflexões (e suas palavras) sobre ele, mas nada de copiar o que um(a) articulista do HuffPost escreveu sem nem saber direito o que ele(a) quis dizer, ou um argumento de um textão que seu amigo postou no Facebook e você nem sabe se ele sabe do que está falando. Parafraseando o tio Ben de Homem Aranha: com grandes ou pequenas palavras, vêm grandes responsabilidades. 

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Obrigada, ele é meu. (tumblr.com)

Como funciona a sua seleção de argumentos? Você tem dificuldades com ela? Se esse post te deu uma ajudinha, curta e compartilhe 🙂 

*Imagem do StockSnap.io

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Argumentos para a redação: Onde vivem? De que se alimentam?

setembro 16, 2016

Senhoritas e senhoritos. Vocês podem escrever um texto orto e gramaticalmente im-pe-cá-vel, mas NADA nessa vida vai salvá-los se vocês não tiverem ARGUMENTOS. Agora, assim, né, não é para largar qualquer migué e ver se cola… na verdade, depois de lerem esse post stalkearem os temas (tão eficientemente quanto se stalkeia um crush), vocês vão, em vez de remediarem, previnirem-se. 

      Mas COMOOK, existem aqueles temas – os que vieram do nada ou os totalmente subjetivos que tem o mesmo efeito psicológico da prova de exatas do ITA (don’t worryaté esses tem jeito.) Felizmente, a maioria faz parte do nosso cotidiano, indireta ou diretamente, então os argumentos estão por aí, esperando por vocês. 

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Ás vezes começo uma frase e nem sei para onde ela está indo. Só espero achá-la no caminho. (weknowmemes.com)
  1. Nas aulas.

Se você tem aulas temáticas de redação, aproveite o máximo possível, até porque mesmo que o tema que seu(ua) professor(a) escolheu não caia no vestibular, existe aquela chancezinha significativa de ele (o tema, não seu prófi) cair na sua prova da escola ou ser tratado em uma questão de outra disciplina. 

Os possíveis temas de redação te deixam sem palavras? Não se preocupe. Ainda falta um tempinho para a maioria dos vestibulares.
(tumblr.com)

2. Em palestras.

Palestra? Tá doida, mulher? Preciso estudar! Sim, de fato, é verdade. Contudo, entretanto, todavia, mesmo acumulando um pouquinho pro fim de semana, você vai ganhar conhecimento sobre determinado tema partindo de um especialista, você vai ter a oportunidade de tirar suas dúvidas ou compartilhar reflexões. O conteúdo formal, benzinho, todo mundo sabe (saber é uma palavra forte, mas o que vale é a intenção, né?), mas só algumas pessoinhas foram para a palestra. 

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(emilytalmage.com)

3. Em artigos de opinião.

A gente aprende praticando, mas a gente também aprende assistindo a outros praticarem. Leia um montão de artigos de opinião (por exemplo, em revistas ou em jornais), não necessariamente sobre um tema de redação. Quando você ler, preste atenção no que te leva a concordar (ou discordar. Dica bônus: leia opiniões contrárias à sua também) do articulista, seja o argumento em si ou como o argumento foi apresentado/construído. 

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(harrypotter.wikia.com)

4. Em textos não-argumentativos.

O gênero mais comum cobrado em vestibulares é a dissertação-argumentativa, logo um texto simplesmente expositivo pega mal. Mesmo assim, artigos científicos  e outros textos não-argumentativos (leis, por exemplo) são bastante úteis para te dar as informações que vocês precisam para construir seus argumentos, só tenha cuidado com a fonte.  

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(booksandchardonnay.com)

5. Em filmes, em livros ou em seriados.

Além de filmes/livros/seriados serem uma fonte de citações, você pode pensar em um argumento (concordante ou discordante) ou em uma proposta de intervenção para uma determinada situação ao testemunhá-la (Dica bônus: se você, por acaso, mudar de ideia, saiba direitinho como o(a) autor(a) provocou isso.) Por exemplo, dá ou não dá para refletir um bocadinho sobre o combate ao tráfico de drogas assistindo Tropa de Elite? Ou sobre um montão de coisas lendo 1984? Mas, assim, gente, foquem mais no argumento do que no filme/livro/seriado em si. O que vale é a sua reflexão sobre a obra, não a do(a) criador(a) dela. Além disso, vai que o(a) corretor(a) nunca ouviu falar da obra.

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(persquare.com.ph)

6. Na música ou na poesia.

Na verdade, na verdade mesmo, é bem complicadinho (margem de erro do impossível) usar uma poesia/música para sustentar um argumento, mais por causa da tamanha subjetividade da maioria do que por artigos científicos terem mais a ensinar (questionável). O que você pode fazer é usar trechos de música/poesia para dar um tchan na sua redação, para introduzir ou concluir um argumento, para dar fluidez ao texto ou para trazer o ponto de vista de outra pessoa sobre o tema. 

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(totalfilm.tumblr.com)

7. Na sua experiência de vida.

É mais ou menos o mesmo que você pode fazer com filmes/livros/seriados. Você já teve contato com algum ou algo relacionado a um possível tema de redação, ou isso já passou, assim como quem não quer nada, pela sua cabeça? Pense com (a) cuidado (b) carinho (c de certo) as duas anteriores .

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Qual é o problema da minha vida?! (thementaliz.tumblr.com)

8. Nas de outras pessoas.

Debata com outras pessoas, as mais diferentes entre si possíveis, sobre diversos temas de redação. O que elas pensam sobre isso? Elas pensam o mesmo que você? Se não, por quê? Se sim, é pelo mesmo motivo que você ou elas pensaram algo diferente? Não necessariamente acredite em tudo que ouve, mas, quanto mais opiniões diferentes você escutar e mais conhecimento você tiver na manga, mais improvável de seu argumento cair no senso comum ou ser superficial.

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(lovethisgif.com)

 

10. Ou junte mais de uma disciplina.

Qualquer uma. Isso mesmo, não apenas as ciências humanas. Isso é especialmente útil em temas ambientais (exemplo: agrotóxicos) ou relacionados à saúde pública (exemplo: a zika), e até em temas filosóficos (usei a teoria de seleção natural de Darwin em uma redação sobre a necessidade de os seres humanos se renovarem).

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(knowyourmeme.com)

Vocês têm dificuldade de argumentar nas suas redações? De onde vêm seus argumentos? Se esse post te deu uma ajudinha, curta e compartilhe 🙂 

*Imagem do StockSnap.io

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Por que participar de olimpíadas do conhecimento?

agosto 27, 2016

‘Pera aí, o que são Olimpíadas Científicas? 

Já ouviu falar de Olimpíadas Científicas? Se você der uma chance à elas, não será mais a mesma.

Se sua escola tradicionalmente participa das Olímpiadas, você sabe bem do que estou falando: uma galera passando mais tempo na escola do que todo mundo, às vezes viajando e, quando voltam com uma medalha, todo lugar pra onde você olha tem um cartaz com o(s) nome(s) dela(e)(s). Talvez… sua escola não seja dessas, ou você não tenha tempo, ou não esteja a fim, ou ache que não vale a pena o esforço TODO se não rolar sequer uma medalhinha; e, por essas e outras razões, você nunca tenha participado e nem tenha intenção de participar de uma Olímpiada Científica

    Você não é obrigada, mas… pense de novo. 

  1. Antes de se perguntar por que sim?, se pergunte por que não

Pra maioria das suas razões, existe soluções. Sem tempo? Dê um destino àquela meia horinha que você passa stalkeando os crushes pessoas totalmente aleatórias no Instagram, ou assista a um episódio de seriado a menos depois do almoço. Falta de apoio da escola? Pesquise os conteúdos na Internet ou, melhor ainda, recorra aos seus professores orientadores (oficiais ou adotados). Ah, mas eu sei que não vou ganhar nada mesmo…? Sobre isso… 

Já ouviu falar de Olimpíadas Científicas? Se você der uma chance à elas, não será mais a mesma.
(tumblr.com)

 

2. E daí se (se) você não ganhar “nada”?

Em primeiro lugar, você nunca ganha nadaTudo que eu incluí nesse post é um exemplo de que as Olimpíadas Científicas vão muito além de medalhas e menções honrosas. Se você ganhar, *sinta-se abraçada*. Se não, benzinho, se você não acreditar de jeito nenhum que o MAIS importante é participar, lembre-se de que você já era boa antes e vai continuar sendo, então siga em frente. Quem sabe da próxima vez? Nossa equipe só foi classificada pra fase final da Olímpiada de História na segunda tentativa.

Já ouviu falar de Olimpíadas Científicas? Se você der uma chance à elas, não será mais a mesma.
Você pode trabalhar bastante e dar tudo que você tem… e perder. (tumblr.com)

3. Saia da rotina.

Treinar questões pro vestibular, estar presente (“aprender” é uma palavra forte) em aulas sobre conteúdos de vestibular, vestibular, vestibular… dois altos. Tirar umas férias dessa vida de casa-escola, escola-casa, socorro-o-ENEM-é-amanhã-eu-não-sei-nada não é só uma recomendação, é uma questão de sanidade, benzinhos (digno de o Ministério da Saúde adverte…). As Olimpíadas Científicas vão te dar um descanso disso tudo, ainda mantendo seu intelecto à todo vapor.

Já ouviu falar de Olimpíadas Científicas? Se você der uma chance à elas, não será mais a mesma.
O começo de algo novo… (vhgifs.tumblr.com) #nãoresisti

4. Aprenda.

Se você tá mais pra Humanas mas decide fazer a Olimpíada de Matemática, vá lá… por que não, não é mesmo? Mas, mesmo que a temática da Olimpíada escolhida seja a sua praia, você vai ter contato com conteúdos que você nunca veria na escola, que você pesquisaria em casa quando desse tempo ou que você só veria em documentários. Enfim, você vai muito além do que você aprende na escola. 

Já ouviu falar de Olimpíadas Científicas? Se você der uma chance à elas, não será mais a mesma.
Vocês vão aprender hoje. (tumblr.com)

5. Dê uma de autodidata.

Como não tá incluso nos programas das escolas a maioria dos conteúdos (ou os detalhes deles) que caem nas Olimpíadas Científicas, você vai ter de se virar e aprender sozinha (o significado de autodidata), seja do jeito que for (livros, video aulas, tirar dúvidas e por aí vai…). Se autodidatar a ser autodidata vai ser útil pelo resto da sua vida, em qualquer profissão ou estilo de vida da sua escolha.

Já ouviu falar de Olimpíadas Científicas? Se você der uma chance à elas, não será mais a mesma.
(gifsme.com)

6. Aprofunde-se nos assuntos que você realmente gosta.

Se você é como eu, não aguenta ter de gravar detalhezinhos superminunciosos de assuntos que você nunca vai usar na vida ou simplesmente não é do seu interesse. Em Olimpíadas Científicas, por outro lado, pode ser que você tenha de estudar bastante e o assunto pode até ser meio complexo mas… a diferença é que vai ser de uma disciplina da sua escolha. Isso faz toda a diferença.

Já ouviu falar de Olimpíadas Científicas? Se você der uma chance à elas, não será mais a mesma.
Que ótimo dia para fazer ciência. (rebloggy.com)

7.  Conta como atividade extracurricular.

As universidades gringas a-do-ram Olimpíadas Científicas. A maioria dos alunos aprovados não só pras grandonas bem como outras menos conhecidas participou de alguma Olimpíada. Na verdade, na verdade mesmo só a partipação já dá um up no currículo de qualquer um. 

Já ouviu falar de Olimpíadas Científicas? Se você der uma chance à elas, não será mais a mesma.
(envision-hotel-boston.com)

8. Desafie a você mesma.

OK, tá bom, certo, eu admito: dá um trabalhão, pelo menos a ONHB  dá. Ficar mais tempo na escola pra terminar um trabalho ou assistir a aulas preparatórias, abrir mão de um bocadinho do seu tempo livre, estudar pra 2 (ou mais) provas ao mesmo tempo… é, no mínimo, cansativo. Mas, quando tiver acabado, você vai se sentir orgulhosa de si mesma daquele jeito que a gente fica quando consegue fazer bem uma coisa difícil. E, toda vez que a sorte não estiver lá muito a seu favor, pense: mas eu consegui fazer a Olimpíada, isso eu tiro de letra também.

Já ouviu falar de Olimpíadas Científicas? Se você der uma chance à elas, não será mais a mesma.
Desafio aceito. (wifflegif.com)

9. O trabalho em equipe (e as pessoas novas.)

De longe, na opinião da minha própria pessoa, essa é a melhor parte (junto com o conhecimento.) Além de, pela estrada afora, você acabar conhecendo gente nova (e, se você der a mesma sorte que eu, boa gente), você compartilha os bons e os maus momentos com pessoas que você já conhecia (seus best friends, seus colegas de sala que você nem falava tanto, seus professores) e o vínculo não é mais o mesmo de antes. 

Já ouviu falar de Olimpíadas Científicas? Se você der uma chance à elas, não será mais a mesma.
(giphy.com)

10. Treine pro vestibular.

For better or for worse (tradução literal: pra melhor ou pior), dependendo da Olimpíada, você treina habilidades superúteis na escola e no vestibular, tipo gerenciamento de tempo na hora da prova e durante o período da Olimpíada (conciliar qualquer coisa com o terceiro ano, na verdade, já é, praticamente, um superpoder), escrita ou cálculo. Além disso, é bem mais fácil testar diferentes metódos de estudo e escolhar o que melhor funciona se você gosta do assunto. 

Já ouviu falar de Olimpíadas Científicas? Se você der uma chance à elas, não será mais a mesma.
(gradeslam.org)

11. Divirta-se. 

Se nada disso te fez pelo menos considerar dar uma chancezinha, pense na diversão. A resenha com sua equipe ou a galera que tá competindo junto com vocês, viajar pra lugares novos, sair pra comemorar com seus amigos quando vocês passarem de fase, aprender coisas novas sobre o que você gosta… isso é só uma partezinha do que pode acontecer se você ser uma chance às Olimpíadas Científicas.

Já ouviu falar de Olimpíadas Científicas? Se você der uma chance à elas, não será mais a mesma.
(much.com)

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*Imagem do Unsplash

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Porque você não precisa ser a melhor sempre

julho 21, 2016

Na verdade, você não precisa ser a melhor nunca se você não quiser. Não é recalque (eu até achava que era, mas não é), mas eu definitivamente não sou fã das histórias de sucesso. Sabe, aquelas sobre alguém que foi aceito em 7 universidades estadounidenses porradonas ou que passou em Medicina nas estaduais, na Federal, na USP? Não é que eu tire o mérito dos protagonistas (muito pelo contrário, *sintam-se abraçados*). O problema é que, quando contam essas histórias, é como se dissessem SEJA ASSIM.

     que…. a esmagadora maioria dos adolescentes e jovem adultos não é desses, e quando largam a célebre frase: “Ó! Fulano fez isso!” querendo inspirar a gente mesmo, o tiro sai pela culatra. Pra quê que eu, terceiranista me ferrando até nas minhas matérias favoritas, vou tentar passar em qualquer coisa se meu concorrente provavelmente é que nem aquela menina do ano passado que sabia gramática botânica?

        Por isso, minhas queridas e meus queridos, que escrevi esse post. Como diz a senhora sua mãe, você não é todo mundo. Ou melhor, você não tem que ser a parcela mínima da população descrita acima.  Então repita comigo (em voz alta, se possível): Por que eu não preciso ser a melhor sempre? PORQUE. EU. NÃO. SOU. OBRIGADA.

Mesmo com todo mundo dizendo o contrário, saiba que quem você é é mais do que suficiente.
(Desconhecido)

Porque o mundo dá voltas e olha você por cima.

Benzinho, você não vai ser –mais uma aluna meio ruim em tudo, nada especial comparado àqueles gênios para sempre. Você vai ser o que você quiser ser (dentro da realidade, o que não quer dizer que você não possa ganhar um prêmio Nobel mas princesa da Disney é impossível). Se você TRA-BA-LHAR pelo que você quer, pode ser tão bem-sucedida quanto todo mundo que você quer tanto ser.

beyonce
(Celebuzz.com)

Porque você é você.

Observe que eu usei quanto não como. Como disse Oscar Wilde, “seja você mesmo; todos os outros já existem.” Eu sei que é fácil falar: o boletim do vizinho é sempre melhor ao olhos da família, o namorado do vizinho é um amô comparado aos seus peguetes (ou nem isso)… mas seja lá com quem você se compare, essa pessoa não tem sua história, seus defeitos (e nem suas qualidades, vale ressaltar)… você não sabe pelo que ela passou, e nem com o que ela lida todo santo dia. Com suas devidas exceções, ninguém é melhor para viver sua vida e realizar seus sonhos do que você.

Mesmo com todo mundo dizendo o contrário, saiba que quem você é é mais do que suficiente.
Apenas seja verdadeira com quem você é. (Amazing-lyrics)

Porque de jeito nenhum o sucesso de outras pessoas significa seu fracasso.

No fim das contas, você não é melhor nem pior do que ninguém, e nem igual. As pessoas são diferentes. Mas, assim, será que o sucesso dela(e) é mesmo o que você quer? Será que não seria melhor o seu sucesso? 

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O sucesso de outros não é o seu fracasso. (Tumblr.com)

Porque você é muito mais do que acha.

Você é. Agorinha mesmo, não sóooo depois do ensino médio. Você é muito mais do que uma nota, algo que alguém disse sobre você, baixa autoestima ou seus erros. Você é o que você ama, o que você quer, o que você faz (tanto as coisas ruins quanto as boas), e você tem potencial pra ser seja lá o que você quiser ser. Não se esqueça disso. Nunca. 

Mesmo com todo mundo dizendo o contrário, saiba que quem você é é mais do que suficiente.
Mantenha a cabeça erguida, você é uma estrela!

Porque você (e seja lá quem for) tá errada. 

Sabe aquela vozinha na sua cabeça? Na minha era:  ai, meu Deus, eu vou perder o ano. Eu não valho nada. USP, USP, USP. Os backing vocals eram depoimentos de estudantes que passaram nas Ivy League, e o que as pessoas diriam quando eu estivesse num emprego monótono casada com um cara que eu odiasse e desligasse o rádio quando minhas músicas favoritas tocassem porque elas me lembrariam do que eu nunca tive (ai, que drama). Tudo errado. Nunca achamos que somos bons, quando devíamos tratar nós mesmos como tratamos nossos best friends

Mesmo com todo mundo dizendo o contrário, saiba que quem você é é mais do que suficiente.
E aí eu tô tipo: “Quem se importa? Sou incrível.” (Desconhecido)

Porque o problema não é só seu. Isso não significa que você não seja o seu problema… a sua solução. 

Não tô justificando as burradas que você (eu também) fez (por exemplo, desperdiçar o esforço dos seus responsáveis legais ao não dar a mínima pra sua educação), mas os valores da sociedade e o sistema educacional brasileiro tão muito errados. A galera acha superbonito estudar 10 horas por dia,  dormir 3, não parar nunca pra fazer qualquer coisa isso tudo prum sucesso que Deus sabe se vão poder aproveitar porque a ansiedade, as doenças que atacam quando o sistema imunológico tá ferrado tão aí. As diferentonas que não querem essa maluquice pra elas não são perdedoras ou fracas, são as sãs.

Mesmo com todo mundo dizendo o contrário, saiba que quem você é é mais do que suficiente.
É uma armadilha! (Imgur.com)

Porque, às vezes, desistir dos seus sonhos é o único jeito de realizá-los.

Desistir dos seus sonhos. Parece que só de falar essa frase você é condenada àquela vida mais ou menos que um monte de filmes estadounidenses criticam, mas existe uma diferença entre você deixar seus sonhos pra trás e realizá-los estratégicamente. Ás vezes, adiá-los ou adaptá-los (por exemplo, fazer faculdade na sua cidade e depois pós fora dela) é o empurrãozinho que precisava.

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Eu te amo mas eu me amo mais. (medium.com)

Porque talvez o fato de que você não seja a última bolacha do pacote seja propício.

Eu nunca estudei na vida e acabei não sendo lá o tipo duma Harvard da vida, aí eu criei esse blog pra que vocês não cometam os mesmos erros (não que eu sinta muito por isso hoje em dia.) Sabe quando os professores dizem que eles era péssimos nas matérias que eles ensinam? Use seus defeitos ao seu favor, gaste-os (tradução: faça graça), faça algo bom e bem você com sua vida… só não continue se lamentando por não ser outra pessoa, ou ter outra vida em outro lugar… 

sorry-not-sorry
Desculpa, não tô arrependida. (Desconhecido)

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*Imagem do Unsplash

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Como terminar uma redação que você não sabe nem como começar

julho 7, 2016

Falta 1 hora para acabar a prova. Você já terminou todas as outras matérias mas tem uma pedrona no seu caminho: a redação. Até com dor de cabeça você tá, mas de jeito nenhum consegue pensar em algo melhor do que (qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência) uma receita de miojo ou o hino de algum time de futebol pra escrever…

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Calma! Ainda tem jeito.
(s1051.photobucket.com)

A má notícia? Talvez você não tire 1000. A boa? Dá pra tirar uma nota boa. Você pode.

O clássico: não entre em pânico.

Sim, esse é o meu conselho favorito. Mas sabem por quê, benzinhos? O jeito como você lida com o problema às vezes atrapalha muito mais do que o problema em si. Então, dê aquela respirada.

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Calma! Ainda tem jeito.
Não entre em pânico. (wifflegif.com)

Não espere A INSPIRAÇÃO DIVINA. 

Ah, a página em branco. O bicho-papão do escritor e do vestibulando. Seguinte: ficar olhando a página em branco esperando que uma redação nota 1000 venha do nada só vai te fazer perder tempo porque ela não vai aparecer e você vai acabar tendo que fazer uma redação meia-boca em 30 minutos. O que você tem que fazer é agir.

here-we-go
Aqui vamos nós. (s1090.photobucket.com)

Leia o tema e a coletânea mais uma vez. 

O tema ou algo na coletânea te lembra, mesmo que vagamente, de alguma coisa que você viu  ou ouviu na escola ou na vida? Ou de algo que tenha a ver indiretamente? De uma frase? De outro texto que você escreveu? De algo que você viveu? Qualquer coisa dentro do tema.

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Calma! Ainda tem jeito.
Bom, quando você ler aí você pode ter uma opinião. (desconhecido)

Brainstorm (tradução literal: chuva de ideias.)

Dê a louca. Escreva em tópicos tudo que você pensou assim que pensar neles (não os selecione agora, pra não cair na Armadilha da Página em Branco). Tente ser o mais organizadinho possível pra que você não se perca depois.

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Vou digitar cada palavra que conheço! Retângulo. América. Megafone. Segunda-feira…  enfim. (gifrific.com)

Selecione o que tem a ver com o tema.

Normalmente, as coletâneas te dão uma pista de que abordagem o vestibular quer que você use. Nessa ordem, releia seus tópicos e risque o que não tem nada a ver com o tema, o que é fuga parcial do tema e o que você pode usar mas é secundário. Como saber? Compare suas ideias com o tema e a coletânea. A ideia não é achar semelhança total e sim relação.

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Calma! Ainda tem jeito.
Você não. (glee.wikia.com)

Organize as ideias em ordem de importância…

Qual das suas ideias é Harry Potter (❤) e qual é Draco Malfoy? Não, pera. Contra-argumentação é um negócio meio perigoso em redação de vestibular. Vamos de novo: qual das suas ideias é Luke Skywalker (❤) e qual é um stormtrooper aleatório? Qual é a mais importante, a central, o sol do sistema heliocêntrico? Todas as outras ideias tem de ser usadas para desenvolver essa, também conhecida como tese. 

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Calma! Ainda tem jeito.O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Calma! Ainda tem jeito.

Regina George = a tese. Os boys = os argumentos.

… e de apresentação.

Com que argumento você vai começar? E depois? O importante mesmo não é a ordem em si mas sim o resultado — quando o corretor ler seu texto, ele tem de perceber uma lógica na argumentação como um todo (primeiro isso, que leva àquilo), não um monte de ideias soltas. 

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Pare um pouquinho e veja como você pode virar o jogo.
(theodysseyonline.com)

Mãos à obra.

Como você tem com pouco tempo… escreva um rascunho direitinho em vez de um mangueado (ou seja, não use abreviaturas, escreva parágrafos longos ou curtos demais que você reestruturaria no definitivo). Além disso, apesar de o planejamento que você vinha fazendo servir apenas como um guia, o ideal é que você não fuja muito dele. 

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Pare um pouquinho e veja como você pode virar o jogo.
(desconhecido)

Varie seu estilo.

Redação não é uma ciência exata, não existe um jeito certo, então não fique com medo de usar mais de um jeito de dar um up no seu texto: uma frase, um dado estatístico, talvez uma metáfora ou uma retrospectiva histórica. 

writing-old

Certifique-se de que está tudo direitinho.

Leia direitinho o rascunho pra ter certeza de que é aquilo mesmo que você quer escrever no definitivo. Quanto menos rasuras, melhor. Algum errinho de ortografia ou acentuação? Algum período mal-organizado ou longo/curto demais? Algo que não ficou lá muito claro? Uma palavrinha que faltou aqui ou ali? Sem paranóia, mas preste muita atenção pra não perder ponto simplesmente por de falta de atenção. Na verdade, isso vale pra qualquer prova de qualquer matéria.

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Pare um pouquinho e veja como você pode virar o jogo.
Cuidado é meu nome do meio. (supernatural-101-imagines.tumblr.com)

 O que vocês fazem quando dá um branco? Me contem. Se esse post te deu uma ajudinha e/ou se você gostou, curta e compartilhe para ele ajudar mais ser humaninhos 🙂

*Imagem do StockSnap.io

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Deixei tudo pra última hora! E agora?

julho 2, 2016

Avemariasocorrroeagorameajudacabôminhavida… todo mundo (talvez com uma margenzinha de erro) já passou por isso. Eu já, mais vezes do que gostaria de admitir, nem sempre por falta de tempo (na verdade, nunca. Procrastinação, mesmo.) Felizmente, it ain’t over ‘till it’s over (tradução: não acabou até acabar.) Então…

Pare um pouquinho e dê aquela respirada.

Bate um pânico quando a gente vê, metaforicamente (ou não), aquele montão de coisas para fazer e nem sabe por onde começar. Esse pânico vai acabar com a chancezinha que você ainda tem de fazer o que deve ser feito. Então, sente um pouquinho, assista um episódio de algum seriado, faça um lanche… acalme-se.

Veja o que fazer quando você tiver deixado tudo para última hora e não saiba nem por onde começar. Imagem do Google.
Ah, pera aê. Pera aê. Não vamos dar a doida aqui. giphy.com

Faça uma listinha de tudo que você tem que fazer.

Não, não é perda de tempo. É pra você não se perder. Anote (só não pode ser mentalmente) tudinho que você tem que fazer. Não deixe nada de lado agora, inclua até as coisas menos importantes ou que podem esperar.

Veja o que fazer quando você tiver deixado tudo para última hora e não saiba nem por onde começar. Imagem do Google. Ah, vamo lá. Vamo lá. Não vamos dar a doida aqui. Imagem: tumblr.com
E agora? tumblr.com

O que é mais importante?

Mais importante = o que não pode de jeito nenhum esperar e o que você precisa fazer de qualquer jeito. Destaque essas tarefas na sua lista, grifando ou acrescentando um asterisco ou escrevendo “IMPORTANTE”, faça do seu jeito. Dessas, quais as menos ou mais importantes? Se possível,  faça-as em ordem decrescente de importância.

Veja o que fazer quando você tiver deixado tudo para última hora e não saiba nem por onde começar. Imagem do Google. Ah, vamo lá. Vamo lá. Não vamos dar a doida aqui. Imagem: pinterest.com
Alerta vermelho! pinterest.com

O que pode esperar? 

Se uma das milhões de coisas na sua to-do list (tradução: lista de coisas a fazer) não precise ser feita nem começada hoje, talvez seja melhor você deixar pra amanhã ou depoisTalvez porque, se for uma tarefa longa, é melhor começar o quanto antes. Mas, se a tarefa não for urgente, deixe pra fazê-las apenas quando já tiver acabado as outras. 

Veja o que fazer quando você tiver deixado tudo para última hora e não saiba nem por onde começar. Imagem do Google. Ah, vamo lá. Vamo lá. Não vamos dar a doida aqui. Imagem: gifhell.com
Sou paciente. Vou esperar. gifhell.com

Aceite que simplesmente é impossível fazer tudo.

Infelizmente é assim mesmo. O dia só tem 24 horas, you only live once (tradução: você só vive uma vez), etc. Então, certifique-se de que pelo menos as tarefas mais importantes foram feitas. 

Veja o que fazer quando você tiver deixado tudo para última hora e não saiba nem por onde começar. Imagem do Google. Ah, vamo lá. Vamo lá. Não vamos dar a doida aqui. Imagem: tumblr.com
Você vai ficar bem, parceiro. tumblr.com

Alguma coisa você já fez. 

No clássico A Prova é Amanhã e Eu Não Sei Nadamuito provavelmente não é tão ruim quanto parece. Alguma coisa você sabe, você estava presente nas aulas ou fez os deveres ou deu uma olhadinha no módulo só pra ele não ficar embalado até o fim do ano. O que você sabe? Ou pelo menos, o que você sabe mais? Vale mais saber direito uns dois assuntos (assunto, matéria é outra história) do que só ter uma ideiazinha bem vaga de cinco e errar as questões porque confundiu-os entre si. Estude primeiro o que você já sabe, mas, se você souber mesmo, passe adiante pro que você tá meio pra lá meio pra cá.

Veja o que fazer quando você tiver deixado tudo para última hora e não saiba nem por onde começar. Imagem do Google. Ah, vamo lá. Vamo lá. Não vamos dar a doida aqui. Imagem: gif-central.blogspot.com
Mas eu já fiz algo hoje! gif-central.blogspot.com

Faça bem feito para não ter de fazer mais de 1 vez.

Se você já não tem lá muito tempo, ter de fazer uma coisa 2 vezes definitivamente atrapalha. Então, mesmo que leve um pouquinho mais de tempo ou dê mais trabalho, faça direito. Vale muito mais a pena do que ter de repetir tudo de novo porque você mangueou da primeira vez.

Veja o que fazer quando você tiver deixado tudo para última hora e não saiba nem por onde começar. Imagem do Google. Ah, vamo lá. Vamo lá. Não vamos dar a doida aqui. Imagem: vomzi.com
Tô trabalhando! Tô trabalhando! vomzi.com

Durma, criatura. 

 Claro que cada um tem seu ritmo de estudo mas, assimsabe, de nada adianta você virar a noite estudando e fazer a prova morrendo de sono, e errar besteirinhas ou não se lembrar de nada (afinal, o sono ajuda a fixar o conhecimento). Então nada de dar a doida e passar a noite em claro ou tentar fazer um monte de coisa ao mesmo tempo.

Veja o que fazer quando você tiver deixado tudo para última hora e não saiba nem por onde começar. Imagem do Google. Ah, vamo lá. Vamo lá. Não vamos dar a doida aqui. Imagem: giphy.com
giphy.com

Como diz numa daquelas frases de Internet que ninguém sabe exatamente quem é o autor, comece onde você tá. Use o que você tem. Faça o que você pode. 

Veja o que fazer quando você tiver deixado tudo para última hora e não saiba nem por onde começar. Imagem do Google. Ah, vamo lá. Vamo lá. Não vamos dar a doida aqui. Imagem: weheartit.com
weheartit.com

E vocês? O que vocês fazem quando acabam deixando tudo pra última hora? Me contem. 

Se gostaram, não se esqueçam de curtir compartilhar *carinha sorridente* 

*Imagem do 

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Porque você tem potencial para escrever uma boa redação

junho 30, 2016

Bom, vários motivos, todos eles explicadinhos ao longo desse post. Mas, antes de mais nada, é bem importante que você se lembre dessa frase: eu não preciso ser a pessoa de linguagens / reencarnação de Shakespeare / aquela criaturinha que sempre tira 1000 em tudo pra me dar bem. 
Na verdade, na verdade mesmo, você só precisa de duas coisinhas: repertório e domínio da técnica.

1. Porque a maioria das propostas de redação dos vestibulares vem com manual de instruções.

Existem propostas de redação mais específicas e outras menos (no que diz respeito ao que exatamente eles tão avaliando), mas a maioria dos vestibulares (inclusive o ENEM) adota o gênero dissertativo-argumentativo, sobre o qual te dizem quase tudo (estrutura, linguagem, tom). Além disso, com prática, conversas com seu professor ou com os corretores da sua escola, e leitura de outras redações, você começa a pegar o jeito.

Veja porque você pode tirar boas notas em redação mesmo não gostando de escrever. Imagem do Google.
Que é que eu vou fazer? Que é que eu vou fazer? 

2. Porque até os temas dificinhos tem jeito. 

Não me pergunte porque alguém mandaria um estudante supermeganervoso num sistema educacional superenquadrado escrever sobre “Felicidade” ou “Amizade”, mas, nesses casos, o que te salva é seu repertório (conhecimentos gerais, frases, etc.) e entender o que os corretores esperam daqueles vestibulandos. Comassim? Quais são as competências avaliadas? Como escrever bem o gênero textual pedido? Por que as redações de nota máxima receberam essa nota? 

Veja porque você pode tirar boas notas em redação mesmo não gostando de escrever. Imagem do Google.
Mas o que é felicidade?

3. Porque não é lá muito difícil ser uma pessoa bem-informada.

As edições de Atualidades do Guia do Estudante é um bom começo, mas debata com as pessoas (próximas ou não) e escute o ponto de vista delas (mesmo que seja diferente do seu), assista a documentários, pesquise na Internet, acompanhe as notícias. Você não precisa saber tudo, nem gravar um milhão de frases, só se certifique de que o que você sabe, você entende

Veja porque você pode tirar boas notas em redação mesmo não gostando de escrever. Imagem do Google.
Você-Sabe-Quem RETORNOU (do jeito que o mundo tá, quem duvida?)

4. Porque gramática não é nenhum bicho de sete cabeças. 

Eu sei, a gramática do português tem um milhãozinho de detalhes que o inglês, por exemplo, não tem (ainda bem) e deixa os neurônios de quem não gosta (e até de quem gosta) dodóis, mas nem tudo está perdido. Preste atenção nas aulas, revise o conteúdo, faça exercícios e pratique a escrita. Só se aprende a escrever, escrevendo. 

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Gramática é a número um, coisa mais importante nesse mundo daqui pra mim

5. Porque argumentar é uma questão de prática.

O primeiro passo para argumentar bem é ter o que dizer. Não precisa ser algo inédito ou que solucione todos os problemas da humanidade, só precisa ser claro. E como você aprende a falar ou escrever bem, de modo que as pessoas entendam exatamente o que você quer dizer? Ora, treinando. E revisando, o que me leva ao próximo ponto…

Veja porque você pode tirar boas notas em redação mesmo não gostando de escrever. Imagem do Google.
Tô te interrompendo! Porque sou bom de discutir!

6. Porque tão importante quanto o texto em si é, na verdade, prestar atenção nele.

Um acento que faltou, uma palavrinha no lugar errado, um período que precisava de uma arrumadinha e… cabô-se. Você perdeu alguns pontinhos porque estava com pressa ou em pânico ou deixou passar mesmo. Na verdade, você sabia, e sabia como consertar o problema se tivesse o vistoPor isso, revise

Veja porque você pode tirar boas notas em redação mesmo não gostando de escrever. Imagem do Google.
Ei, preste atenção em mim

7. Porque você não precisa ser a melhor. 

Você não precisa ser exemplo, mito ou só escrever redações de mais de 9. Só precisa ter o know-how e praticar e administrar seu tempo e não entrar em pânico. Relaxe, não é tão difícil assim mas não é algo que você aprenda da noite pro dia. A prática leva à quase-perfeição, mais do que suficiente.  

Veja porque você pode tirar boas notas em redação mesmo não gostando de escrever. Imagem do Google.
Acho que fiz bem! 

8. Porque criatividade não é uma coisa tão abstrata assim. 

A criatividade da qual tanto falam quando o assunto é redação escolar ou de vestibular definitivamente não é a mesma da criatividade artística ou científica (graças à Deus… eu acho). Tem mais a ver com as conexões que você faz do tema com o mundo (intertextualidade), com a escolha de palavras, as citações, etc. 

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Isso é bom.

Então, fiquem calmos, meu povo. Parem de dizer coisas do tipo: nunca vou escrever assim (bom, não vai mesmo, porque ali é outra criaturinha e as pessoas são diferentes, logo elas não escrevem igual). Você pode muito bem arrasar numa redação mesmo nunca tendo tido notas boas ou não gostando muito de escrever.

Agora, me contem. Vocês gostam de escrever? Se sim, me mandem alguma coisa que vocês escreveram. Tô curiosa. De onde vêm seus argumentos? Se esse post te deu uma ajudinha, curta e compartilhe 🙂 

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