Dicas de Estudo

Como selecionar argumentos para a redação

By on setembro 25, 2016

Senhoritas e senhoritos. Agora que vocês já tem os argumentos, vejamos o que é que vocês farão com eles. (In)felizmente, não tem lugar para todo mundo, então, como diz uma regra básica da escrita de ficção, kill your darlings (em português não-literal: desapaixone-se do seu texto.)  

     Eu sei. Eu sei… é aquela citação, aquela informaçãozinha que ninguém mais deve saber, aquela frase que my God (em português: meu Deus) será que fui eu mesma que escrevie tudo isso cai como uma luva… para outra redação. Nada de chororô, benzinhos. De NADA adianta argumento se for mais te atrapalhar do que te ajudar (lembrente: fugir do tema é passível do desconto de muitos pontos e, dependendo do grau, de zero.) Na verdade, não dá para comparar argumentos de redações diferentes, então escolha o melhor argumento para a sua redação. 

Que tipo de argumentos fazem uma boa redação? Veja como selecioná-los.
Não é você. Sou eu. Mas é principalmente você. (smosh.com

Então, antes de incluir um certo argumento na sua redação, pergunte-se: 

  1. Faz sentido? 

Dã. Mas é claro. Se não eu teria escolhido outro, né? Parece óbvio, sim, mas só parece. O(a) corretor(a) não lê seus pensamentos, não sabe sua história de vida nem no que você acredita. Certifique-se de que, antes de mais nada, os argumentos tenham pé, cabeça e mais um pouquinho (nada de achismos), e de que o que você escreveu seja exatamente o que você quis dizer.  

De que tipo de argumentos é feita uma boa redação? Veja como selecioná-los.
Com todo respeito, isso não faz muito sentido… (giphy.com)

 

2. Foge ao tema?

Benzinhos. TODO CUIDADO É POUCO com esse pequenino grandinho aspecto. Certifique-se de que o argumento (na verdade, a redação inteira), não só tem a ver, mas tá dentro do que exatamente o vestibular quer de você (por exemplo, no ENEM de 2013, não pediram para você escrever sobre a Lei Seca e sim sobre os efeitos dela, especificamente.)

De que tipo de argumentos é feita uma boa redação? Veja como selecioná-los.
(tenor.co)

3. Precisa mesmo? Se não, vale a pena?

Se vocês são como eu e detestam loose ends (em português não-literal: ideias inacabadas e/ou soltas),  confudem clareza com aprofundamento, os quais não necessariamente tão relacionados; e/ou querem usar 278 argumentos em 30 linhas. Contudo, entretanto, todavia, é melhor você ter 2 argumentos bem-desenvolvidos do que 5 superficiais (que nem seu(s) mozão(ões): qualidade acima de quantidade.) Vale mesmo a pena incluir aquela informaçãozinha a mais? Dá para resumi-la amarrando tudinho no final?

De que tipo de argumentos é feita uma boa redação? Veja como selecioná-los.
Sem arrependimentos. (tenor.co)

 

4. É adequado para o gênero no qual você está escrevendo?

Os gêneros textuais podem ser parecidos (exemplos: reportagens e notícias) mas também podem ser totalmente diferentes na estrutura, no vocabulário, na maneira como o tema é abordado. Imagine só: dados estatísticos numa crônica, poesia num relatório e um relato em primeira pessoa numa dissertação-argumentativa. Use seu instinto de leitor e dê uma pesquisada básica no que faz cada gênero único (sugestão de resuminho.)

De que tipo de argumentos é feita uma boa redação? Veja como selecioná-los.
Encontre o elemento estranho. (lockerdome.com)

5. É complexo demais?

De nada adianta você levar linhas e mais linhas explicando um argumento em vez de sustentando-o, ou usá-lo só para que seu texto pareça (só pareça mesmo) um daqueles textos levemente complicadinhos que citam três filósofos ao mesmo tempo e cujo(a) autor(a) aparentemente tomou sopa de letrinhas demais. Provavelmente você vai acabar confundindo em vez de impressionando o(a) corretor(a). O mesmo vale para o vocabulário: particularidade vale tanto quanto, senão mais, do que idiossincrasia.

De que tipo de argumentos é feita uma boa redação? Veja como selecioná-los.
Informação demais! (imgflip.com)

6. Você consegue dar conta dele?

Gente, não há vergonha nenhuma em você não ter repertório ou escreva bem o suficiente para desenvolver um certo argumento. Acontece e você não é obrigada a ser a reencarnação de Clarice Lispector. Só use um argumento se você souber que consegue desenvolvê-lo, sustenta-lo e conclui-lo. Por exemplo, fazer uma retrospectiva histórica só é uma boa quando você sabe exatamente do que tá falando.

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Resolvido. (giphy.com)

 

7. Ele dá um up no seu texto?

Não é que você não possa usar argumentos convencionais (o que são argumentos convencionais? Bom, o que todo mundo com certeza vai falar sobre aquele tema), mas por que não bolar uma proposta de intervenção que envolva toda a sociedade ou cada uma das pessoas em vez de tipicamente deixar tudo para cima do governo? Eu sei que, dependendo do tema, não é tão fácil ver a situação por outro ângulo; por isso, vale a pena pesquisar não só um pouquinho mais bem como diferentes pontos de vista sobre um mesmo tema (onde? Como? Dê uma lida no post passado.) Só cuidado para não se desviar demais da proposta de redação.

De que tipo de argumentos é feita uma boa redação? Veja como selecioná-los.
Jaqueta = seu argumento. Ser-humaninho fashion = sua redação. (thegloss.com)

8. Ele segue a linha de raciocínio do seu texto?

Se o seu segundo argumento não tiver ligação direta com o primeiro (exemplo: causa e consequência), certifique-se de que você concluiu o primeiro e só então comece a escrever sobre outra coisa. Além disso, mantenha seu ponto de vista. Isso não quer dizer que você não possa apresentar os 2 lados da moeda (contudo, entretanto, todavia se a proposta de redação pedir o seu posicionamento, no fim das contas, você tem de escolher um lado), e sim que você não pode mudar de lado do nada (exemplo: defender, no D2 (2º desenvolvimento), a regulamentação da publicidade infantil mas no D1, você tinha defendido que a responsabilidade é apenas da família.)

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Preocupo-me com o que vem depois. (rebloggy.com)

9. É seu mesmo? 

Sem mais delongas, nada de Ctrl C + Ctrl V. Não é que você não possa concordar com um argumento de outra pessoa e usá-lo na sua redação a partir das suas reflexões (e suas palavras) sobre ele, mas nada de copiar o que um(a) articulista do HuffPost escreveu sem nem saber direito o que ele(a) quis dizer, ou um argumento de um textão que seu amigo postou no Facebook e você nem sabe se ele sabe do que está falando. Parafraseando o tio Ben de Homem Aranha: com grandes ou pequenas palavras, vêm grandes responsabilidades. 

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Obrigada, ele é meu. (tumblr.com)

Como funciona a sua seleção de argumentos? Você tem dificuldades com ela? Se esse post te deu uma ajudinha, curta e compartilhe 🙂 

*Imagem do StockSnap.io

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Dicas de Estudo

Argumentos para a redação: Onde vivem? De que se alimentam?

By on setembro 16, 2016

Senhoritas e senhoritos. Vocês podem escrever um texto orto e gramaticalmente im-pe-cá-vel, mas NADA nessa vida vai salvá-los se vocês não tiverem ARGUMENTOS. Agora, assim, né, não é para largar qualquer migué e ver se cola… na verdade, depois de lerem esse post stalkearem os temas (tão eficientemente quanto se stalkeia um crush), vocês vão, em vez de remediarem, previnirem-se. 

      Mas COMOOK, existem aqueles temas – os que vieram do nada ou os totalmente subjetivos que tem o mesmo efeito psicológico da prova de exatas do ITA (don’t worryaté esses tem jeito.) Felizmente, a maioria faz parte do nosso cotidiano, indireta ou diretamente, então os argumentos estão por aí, esperando por vocês. 

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Ás vezes começo uma frase e nem sei para onde ela está indo. Só espero achá-la no caminho. (weknowmemes.com)
  1. Nas aulas.

Se você tem aulas temáticas de redação, aproveite o máximo possível, até porque mesmo que o tema que seu(ua) professor(a) escolheu não caia no vestibular, existe aquela chancezinha significativa de ele (o tema, não seu prófi) cair na sua prova da escola ou ser tratado em uma questão de outra disciplina. 

Os possíveis temas de redação te deixam sem palavras? Não se preocupe. Ainda falta um tempinho para a maioria dos vestibulares.
(tumblr.com)

2. Em palestras.

Palestra? Tá doida, mulher? Preciso estudar! Sim, de fato, é verdade. Contudo, entretanto, todavia, mesmo acumulando um pouquinho pro fim de semana, você vai ganhar conhecimento sobre determinado tema partindo de um especialista, você vai ter a oportunidade de tirar suas dúvidas ou compartilhar reflexões. O conteúdo formal, benzinho, todo mundo sabe (saber é uma palavra forte, mas o que vale é a intenção, né?), mas só algumas pessoinhas foram para a palestra. 

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(emilytalmage.com)

3. Em artigos de opinião.

A gente aprende praticando, mas a gente também aprende assistindo a outros praticarem. Leia um montão de artigos de opinião (por exemplo, em revistas ou em jornais), não necessariamente sobre um tema de redação. Quando você ler, preste atenção no que te leva a concordar (ou discordar. Dica bônus: leia opiniões contrárias à sua também) do articulista, seja o argumento em si ou como o argumento foi apresentado/construído. 

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(harrypotter.wikia.com)

4. Em textos não-argumentativos.

O gênero mais comum cobrado em vestibulares é a dissertação-argumentativa, logo um texto simplesmente expositivo pega mal. Mesmo assim, artigos científicos  e outros textos não-argumentativos (leis, por exemplo) são bastante úteis para te dar as informações que vocês precisam para construir seus argumentos, só tenha cuidado com a fonte.  

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(booksandchardonnay.com)

5. Em filmes, em livros ou em seriados.

Além de filmes/livros/seriados serem uma fonte de citações, você pode pensar em um argumento (concordante ou discordante) ou em uma proposta de intervenção para uma determinada situação ao testemunhá-la (Dica bônus: se você, por acaso, mudar de ideia, saiba direitinho como o(a) autor(a) provocou isso.) Por exemplo, dá ou não dá para refletir um bocadinho sobre o combate ao tráfico de drogas assistindo Tropa de Elite? Ou sobre um montão de coisas lendo 1984? Mas, assim, gente, foquem mais no argumento do que no filme/livro/seriado em si. O que vale é a sua reflexão sobre a obra, não a do(a) criador(a) dela. Além disso, vai que o(a) corretor(a) nunca ouviu falar da obra.

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(persquare.com.ph)

6. Na música ou na poesia.

Na verdade, na verdade mesmo, é bem complicadinho (margem de erro do impossível) usar uma poesia/música para sustentar um argumento, mais por causa da tamanha subjetividade da maioria do que por artigos científicos terem mais a ensinar (questionável). O que você pode fazer é usar trechos de música/poesia para dar um tchan na sua redação, para introduzir ou concluir um argumento, para dar fluidez ao texto ou para trazer o ponto de vista de outra pessoa sobre o tema. 

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(totalfilm.tumblr.com)

7. Na sua experiência de vida.

É mais ou menos o mesmo que você pode fazer com filmes/livros/seriados. Você já teve contato com algum ou algo relacionado a um possível tema de redação, ou isso já passou, assim como quem não quer nada, pela sua cabeça? Pense com (a) cuidado (b) carinho (c de certo) as duas anteriores .

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Qual é o problema da minha vida?! (thementaliz.tumblr.com)

8. Nas de outras pessoas.

Debata com outras pessoas, as mais diferentes entre si possíveis, sobre diversos temas de redação. O que elas pensam sobre isso? Elas pensam o mesmo que você? Se não, por quê? Se sim, é pelo mesmo motivo que você ou elas pensaram algo diferente? Não necessariamente acredite em tudo que ouve, mas, quanto mais opiniões diferentes você escutar e mais conhecimento você tiver na manga, mais improvável de seu argumento cair no senso comum ou ser superficial.

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(lovethisgif.com)

 

10. Ou junte mais de uma disciplina.

Qualquer uma. Isso mesmo, não apenas as ciências humanas. Isso é especialmente útil em temas ambientais (exemplo: agrotóxicos) ou relacionados à saúde pública (exemplo: a zika), e até em temas filosóficos (usei a teoria de seleção natural de Darwin em uma redação sobre a necessidade de os seres humanos se renovarem).

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(knowyourmeme.com)

Vocês têm dificuldade de argumentar nas suas redações? De onde vêm seus argumentos? Se esse post te deu uma ajudinha, curta e compartilhe 🙂 

*Imagem do StockSnap.io

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Dicas de Estudo

Como terminar uma redação que você não sabe nem como começar

By on julho 7, 2016

Falta 1 hora para acabar a prova. Você já terminou todas as outras matérias mas tem uma pedrona no seu caminho: a redação. Até com dor de cabeça você tá, mas de jeito nenhum consegue pensar em algo melhor do que (qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência) uma receita de miojo ou o hino de algum time de futebol pra escrever…

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Calma! Ainda tem jeito.
(s1051.photobucket.com)

A má notícia? Talvez você não tire 1000. A boa? Dá pra tirar uma nota boa. Você pode.

O clássico: não entre em pânico.

Sim, esse é o meu conselho favorito. Mas sabem por quê, benzinhos? O jeito como você lida com o problema às vezes atrapalha muito mais do que o problema em si. Então, dê aquela respirada.

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Calma! Ainda tem jeito.
Não entre em pânico. (wifflegif.com)

Não espere A INSPIRAÇÃO DIVINA. 

Ah, a página em branco. O bicho-papão do escritor e do vestibulando. Seguinte: ficar olhando a página em branco esperando que uma redação nota 1000 venha do nada só vai te fazer perder tempo porque ela não vai aparecer e você vai acabar tendo que fazer uma redação meia-boca em 30 minutos. O que você tem que fazer é agir.

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Aqui vamos nós. (s1090.photobucket.com)

Leia o tema e a coletânea mais uma vez. 

O tema ou algo na coletânea te lembra, mesmo que vagamente, de alguma coisa que você viu  ou ouviu na escola ou na vida? Ou de algo que tenha a ver indiretamente? De uma frase? De outro texto que você escreveu? De algo que você viveu? Qualquer coisa dentro do tema.

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Calma! Ainda tem jeito.
Bom, quando você ler aí você pode ter uma opinião. (desconhecido)

Brainstorm (tradução literal: chuva de ideias.)

Dê a louca. Escreva em tópicos tudo que você pensou assim que pensar neles (não os selecione agora, pra não cair na Armadilha da Página em Branco). Tente ser o mais organizadinho possível pra que você não se perca depois.

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Vou digitar cada palavra que conheço! Retângulo. América. Megafone. Segunda-feira…  enfim. (gifrific.com)

Selecione o que tem a ver com o tema.

Normalmente, as coletâneas te dão uma pista de que abordagem o vestibular quer que você use. Nessa ordem, releia seus tópicos e risque o que não tem nada a ver com o tema, o que é fuga parcial do tema e o que você pode usar mas é secundário. Como saber? Compare suas ideias com o tema e a coletânea. A ideia não é achar semelhança total e sim relação.

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Calma! Ainda tem jeito.
Você não. (glee.wikia.com)

Organize as ideias em ordem de importância…

Qual das suas ideias é Harry Potter (❤) e qual é Draco Malfoy? Não, pera. Contra-argumentação é um negócio meio perigoso em redação de vestibular. Vamos de novo: qual das suas ideias é Luke Skywalker (❤) e qual é um stormtrooper aleatório? Qual é a mais importante, a central, o sol do sistema heliocêntrico? Todas as outras ideias tem de ser usadas para desenvolver essa, também conhecida como tese. 

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Calma! Ainda tem jeito.O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Calma! Ainda tem jeito.

Regina George = a tese. Os boys = os argumentos.

… e de apresentação.

Com que argumento você vai começar? E depois? O importante mesmo não é a ordem em si mas sim o resultado — quando o corretor ler seu texto, ele tem de perceber uma lógica na argumentação como um todo (primeiro isso, que leva àquilo), não um monte de ideias soltas. 

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Pare um pouquinho e veja como você pode virar o jogo.
(theodysseyonline.com)

Mãos à obra.

Como você tem com pouco tempo… escreva um rascunho direitinho em vez de um mangueado (ou seja, não use abreviaturas, escreva parágrafos longos ou curtos demais que você reestruturaria no definitivo). Além disso, apesar de o planejamento que você vinha fazendo servir apenas como um guia, o ideal é que você não fuja muito dele. 

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Pare um pouquinho e veja como você pode virar o jogo.
(desconhecido)

Varie seu estilo.

Redação não é uma ciência exata, não existe um jeito certo, então não fique com medo de usar mais de um jeito de dar um up no seu texto: uma frase, um dado estatístico, talvez uma metáfora ou uma retrospectiva histórica. 

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Certifique-se de que está tudo direitinho.

Leia direitinho o rascunho pra ter certeza de que é aquilo mesmo que você quer escrever no definitivo. Quanto menos rasuras, melhor. Algum errinho de ortografia ou acentuação? Algum período mal-organizado ou longo/curto demais? Algo que não ficou lá muito claro? Uma palavrinha que faltou aqui ou ali? Sem paranóia, mas preste muita atenção pra não perder ponto simplesmente por de falta de atenção. Na verdade, isso vale pra qualquer prova de qualquer matéria.

O tempo está acabando e você nem começou a escrever a redação? Pare um pouquinho e veja como você pode virar o jogo.
Cuidado é meu nome do meio. (supernatural-101-imagines.tumblr.com)

 O que vocês fazem quando dá um branco? Me contem. Se esse post te deu uma ajudinha e/ou se você gostou, curta e compartilhe para ele ajudar mais ser humaninhos 🙂

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Dicas de Estudo

Porque você tem potencial para escrever uma boa redação

By on junho 30, 2016

Bom, vários motivos, todos eles explicadinhos ao longo desse post. Mas, antes de mais nada, é bem importante que você se lembre dessa frase: eu não preciso ser a pessoa de linguagens / reencarnação de Shakespeare / aquela criaturinha que sempre tira 1000 em tudo pra me dar bem. 
Na verdade, na verdade mesmo, você só precisa de duas coisinhas: repertório e domínio da técnica.

1. Porque a maioria das propostas de redação dos vestibulares vem com manual de instruções.

Existem propostas de redação mais específicas e outras menos (no que diz respeito ao que exatamente eles tão avaliando), mas a maioria dos vestibulares (inclusive o ENEM) adota o gênero dissertativo-argumentativo, sobre o qual te dizem quase tudo (estrutura, linguagem, tom). Além disso, com prática, conversas com seu professor ou com os corretores da sua escola, e leitura de outras redações, você começa a pegar o jeito.

Veja porque você pode tirar boas notas em redação mesmo não gostando de escrever. Imagem do Google.
Que é que eu vou fazer? Que é que eu vou fazer? 

2. Porque até os temas dificinhos tem jeito. 

Não me pergunte porque alguém mandaria um estudante supermeganervoso num sistema educacional superenquadrado escrever sobre “Felicidade” ou “Amizade”, mas, nesses casos, o que te salva é seu repertório (conhecimentos gerais, frases, etc.) e entender o que os corretores esperam daqueles vestibulandos. Comassim? Quais são as competências avaliadas? Como escrever bem o gênero textual pedido? Por que as redações de nota máxima receberam essa nota? 

Veja porque você pode tirar boas notas em redação mesmo não gostando de escrever. Imagem do Google.
Mas o que é felicidade?

3. Porque não é lá muito difícil ser uma pessoa bem-informada.

As edições de Atualidades do Guia do Estudante é um bom começo, mas debata com as pessoas (próximas ou não) e escute o ponto de vista delas (mesmo que seja diferente do seu), assista a documentários, pesquise na Internet, acompanhe as notícias. Você não precisa saber tudo, nem gravar um milhão de frases, só se certifique de que o que você sabe, você entende

Veja porque você pode tirar boas notas em redação mesmo não gostando de escrever. Imagem do Google.
Você-Sabe-Quem RETORNOU (do jeito que o mundo tá, quem duvida?)

4. Porque gramática não é nenhum bicho de sete cabeças. 

Eu sei, a gramática do português tem um milhãozinho de detalhes que o inglês, por exemplo, não tem (ainda bem) e deixa os neurônios de quem não gosta (e até de quem gosta) dodóis, mas nem tudo está perdido. Preste atenção nas aulas, revise o conteúdo, faça exercícios e pratique a escrita. Só se aprende a escrever, escrevendo. 

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Gramática é a número um, coisa mais importante nesse mundo daqui pra mim

5. Porque argumentar é uma questão de prática.

O primeiro passo para argumentar bem é ter o que dizer. Não precisa ser algo inédito ou que solucione todos os problemas da humanidade, só precisa ser claro. E como você aprende a falar ou escrever bem, de modo que as pessoas entendam exatamente o que você quer dizer? Ora, treinando. E revisando, o que me leva ao próximo ponto…

Veja porque você pode tirar boas notas em redação mesmo não gostando de escrever. Imagem do Google.
Tô te interrompendo! Porque sou bom de discutir!

6. Porque tão importante quanto o texto em si é, na verdade, prestar atenção nele.

Um acento que faltou, uma palavrinha no lugar errado, um período que precisava de uma arrumadinha e… cabô-se. Você perdeu alguns pontinhos porque estava com pressa ou em pânico ou deixou passar mesmo. Na verdade, você sabia, e sabia como consertar o problema se tivesse o vistoPor isso, revise

Veja porque você pode tirar boas notas em redação mesmo não gostando de escrever. Imagem do Google.
Ei, preste atenção em mim

7. Porque você não precisa ser a melhor. 

Você não precisa ser exemplo, mito ou só escrever redações de mais de 9. Só precisa ter o know-how e praticar e administrar seu tempo e não entrar em pânico. Relaxe, não é tão difícil assim mas não é algo que você aprenda da noite pro dia. A prática leva à quase-perfeição, mais do que suficiente.  

Veja porque você pode tirar boas notas em redação mesmo não gostando de escrever. Imagem do Google.
Acho que fiz bem! 

8. Porque criatividade não é uma coisa tão abstrata assim. 

A criatividade da qual tanto falam quando o assunto é redação escolar ou de vestibular definitivamente não é a mesma da criatividade artística ou científica (graças à Deus… eu acho). Tem mais a ver com as conexões que você faz do tema com o mundo (intertextualidade), com a escolha de palavras, as citações, etc. 

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Isso é bom.

Então, fiquem calmos, meu povo. Parem de dizer coisas do tipo: nunca vou escrever assim (bom, não vai mesmo, porque ali é outra criaturinha e as pessoas são diferentes, logo elas não escrevem igual). Você pode muito bem arrasar numa redação mesmo nunca tendo tido notas boas ou não gostando muito de escrever.

Agora, me contem. Vocês gostam de escrever? Se sim, me mandem alguma coisa que vocês escreveram. Tô curiosa. De onde vêm seus argumentos? Se esse post te deu uma ajudinha, curta e compartilhe 🙂 

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Dicas de Estudo

10 sites para estudar

By on fevereiro 14, 2016

Buenas noches, gente. No terceiro ano, a gente não tenha mais muito tempo pra correr atrás do prejuízo, então aprenda na aula e só revise em casa. Nada de escrever diálogos no módulo de matemática (qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.) Mas, às vezes, não tem jeito e, em outras, a gente quer ir um pouquinho além. E, como nem tudo na Internet é verdade, eis alguns sites nos quais você pode confiar: 

Guia do Estudante

Vocês talvez o conheçam como as publicações sobre, basicamente, vestibular (vende em qualquer banca de revista, os preços variam de acordo com o assunto mas nenhum é mais de R$ 30,00.) O site não fica atrás. Você encontra informações sobre muita coisa: conteúdo escolar (incluindo quizzes e simulados), profissões, faculdades, dicas de estudo, testes de personalidade (Cuidado… é que nem Netflix, você entra e não sai) e datas importantes.

10 sites para você arrasar nos estudos, aprender coisas novas e saber mais sobre profissões e cursos.

Brasil Escola

Além de oferecer dicas de estudo e bastante conteúdo (incluindo o Acordo Ortográfico e as regras da ABNT, e assuntos além do conteúdo escolar), também tem um banco de redações e monografias, informações para quem quer uma bolsa de estudo ou estudar no exterior (ou os dois *sorriso*), uma área para educadores e outra para kids.

Khan Academy

É um site de vídeo aulas. Em português, os assuntos vão de economia e matemática à ciência, mas em inglês ainda tem vários outros (e você pode ajudar a traduzir). Também tem uma parte do site com mensagens inspiradoras (#VocêPodeAprenderQualquerCoisa), fórums e você ganha medalhas a medida que vai participando do site. Estou usando-a pra estudar pro SAT (vestibular estadounidense). Antes do conteúdo, você pode fazer testes diagnósticos para saber no que você tem que focar e ler as dicas de estudo e as informações sobre a prova. 

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TED

É uma fundação estadounidense que organiza conferências sobre tudo que você possa imaginar, em várias línguas (tanto áudio quanto legendas.) Não tem conteúdo de escola propriarmente dito, mas o adicionei a lista por dois motivos1) o slogan da organização é “ideias que merecem ser disseminadas”, o que é verdade2) uma palavra: redação. 

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UOL educação

Além de resumos, tem dicionários (tanto só português, quanto desse para outros idiomas), colunas sobre diversos temas, histórias de quem passou, correção de vestibulares e cursos online. Além disso, você pode enviar sua redação e algumas serão corrigidas e publicadas no site.

uoleducação

Me Salva! 

(1o pontos pelo nome). Outro site de vídeo aulas, mas, dessa vez, brasileiro. Você encontra vídeo aulas de todas as matérias escolares, além de algumas para Ensino Superior, exércicios (incluindo ITA e IME), 2 planos de estudo (extensivo e Salvação para as Engenharias) e um blog bem legal em parceria com a Organiza! (empresa júnior do Instituto de Psicologia da UFRGS).

mesalva

Aulalivre.net

É um portal de cursos. Alguns são pagos (como o VestEnem que inclui exércicios comentados, apostilas e correções de redação), mas outros são grátis, como uma versão do próprio VestEnem e um curso de como estudar.

aulalivre.net

Geekie

É uma plataforma de educação (credenciada pelo MEC) que oferece um plano de estudo personalizado. Quando você se cadastra, você escolhe o curso e a faculdade (“ainda não sei” também é uma opção) e o ritmo de estudos (pode mudar quando quiser.) Você também pode assistir a aulas que não estão no plano e acompanhar seu progresso.

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YouTube Educação

É um canal desenvolvido pelo Google e pela Fundação Lemann que tem vídeos sobre um monte de conteúdos, então recomendo vocês procurarem na parte de playlists. Além das aulas, também tem provas e simulados.

youtubeedu

Estudar Fora

É um site da Fundação Estudar  que oferece dicas de como passar em uma universidade do exterior (incluindo como escrever essays, as redações, e dicas pros exames de proeficiência em inglês ou pro SAT), um curso preparatório grátis, histórias de quem passou e notícias de algumas bolsas que estão sendo oferecidas mundo afora.

estudarfora

Se esse post te deu uma ajudinha e/ou se você gostou, curta e compartilhe para ele ajudar mais ser humaninhos.Conhecem mais algum site? Já usaram algum desses? Me conte o que acharam. 

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